Cebola Branca de Lisboa

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Cebola Branca de Lisboa

Cebola Branca de Lisboa

Uma cebolinha de ciclo precoce e crescimento rápido, pensada para ser colhida jovem e apreciada pela sua pele branco-prateada característica.

Sobre a variedade. Bolbos ovados muito pequenos, de sabor fino e suave. Presta-se ao cultivo em vaso graças ao porte compacto de apenas 30 cm.

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Itinerário técnico

Como cultivar cebola branca de lisboa?

Um guia de cultivo passo a passo, da sementeira à colheita.

pH ideal 5.9 e 6.5

Sementeira

Pode ser feita no local definitivo ou em tabuleiro com posterior transplante (mais frequente) para o local definitivo passados 3 ou 4 meses. A cultura pode ser feita em linhas, mantendo 10 cm de intervalo entre plantas e 30 a 45 cm entre linhas.

Solo

A cultura prefere solos férteis e bem drenados, sendo os com uma textura argilo-arenosa os mais adequados, e em que  solos de texturas pesadas os camalhões ou as linhas devem ser subidos, de forma a permitir uma drenagem adequada. O pH do solo deve encontrar-se entre 5.9 e 6.5.

Clima

Prefere climas amenos, sem calor excessivo, devendo ter boa luminosidade e evitando locais com sombra.

Fertilização

Deve realizar-se uma fertilização de fundo com a incorporação de composto.

Rega

A cebola é uma cultura muito sensível a défices e excessos de água, devendo a primeira rega ser realizada logo após o transplante. Devido ao sistema radicular pouco profundo as regas devem ser frequentes, devendo ter-se atenção durante o engrossamento do bolbo. Quando as folhas começam a secar, um sinal de maturação, a rega deve ser descontinuada. O sistema gota-a-gota pode ser assim uma boa opção, evitando também que as folhas fiquem húmidas e leve ao desenvolvimento de doenças.

Controlo de Infestantes

O mulching com materiais orgânicos é uma boa opção, pois leva a uma menor competição entre as infestantes e a cultura e ajuda também a manter a humidade no solo. A ausência do controlo adequado de infestantes leva a rendimentos inferiores e ao alojamento de pragas. A monda térmica é também uma alternativa válida, mas mais dispendiosa.

Controlo de Pragas

Os nemátodes das galhas e as tripes são  pragas da cultura. Os nemátodes das galhas podem ser controlados através de rotações, biofumigação e solarização do solo. Quanto ao controlo das tripes devem usar-se plantas em bordadura favoráveis aos auxiliares antocorídeos (como malmequeres) e luta biológica com ácaros predadores e antocorídeos.

Doenças

A alternariose e o míldio são doenças da cultura. Para o controlo da alternariose podem usar-se compassos largos para além de, se necessário, fungicidas cúpricos (como calda bordalesa). O míldio pode controlar-se através de compassos largos, rotações culturais adequadas e, se necessário, fungicidas cúpricos.

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